sábado, 29 de janeiro de 2011

Sexta-feira 28 de Janeiro

De manhã cedo pegamos a estrada e fomos em direção a Bajos Caracoles. De lá pretendíamos ir ao Chile junto com o Ingo, que já tinha partido de El Chaltén no dia anterior. A estrada de chão era horrível e nos encontravamos no meio do nada, a 200km de Bajos Caracoles quando um pneu furou. Depois de algum tempo para trocar o pneu, seguimos viagem. Quando chegamos a Bajos Caracoles, decobrimos que a "cidade" na verdade é apenas uma vila muito pequena, com não mais de 100 habitantes. Fomos à borracharia para consertar o pneu furado. O furo era enorme, um cascalho inteiro havia entrado dentro do pneu, por isso o remendo não foi muito confiável. Ao final da tarde ainda seguimos viagem até Lago Posadas, mais 70km de chão, afim de nos apressarmos, pois o Ingo estava na frente. De noite, na pousada, após muito pensarmos, desistimos da ida ao Chile e do passeio pela Carreteira Austral, pois se tornaria uma viagem muito perigosa, já que não podíamos confiar no pneu remendado. Se furássemos algum outro, estaríamos empenhados no meio do nada. O Ingo estava fora de contato, portanto acreditamos que ele seguiu viagem. No dia seguinte iríamos até alguma cidade maior para comprar um pneu novo e seguirmos viagem de volta para casa.

Quinta-feira 27 de janeiro

Logo quando acordamos, arrumamos as malas e fomos a El Chaltén, a capital nacional do trekking. Ao final da tarde ainda nos sobrou algum tempo para fazer uma pequena caminhada e visitar um glaciar.

Fotos El Calafate

Vão aí algumas fotos do glaciar Perito Moreno.
Passeio de barco

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Quarta-feira 26 de Janeiro


Fomos ao glaciar Perito Moreno, fazendo o passeio de barco e a caminhada pelas passarelas. A infraestrutura que os hermanos montaram é invejável (pavimentação do acesso, passarelas metálicas elevadas, aeroporto, etc), claramente planejado em conjunto como o acesso a Rio Gallegos, para fazer a ponte até Ushuaia. Acho que a observação do glaciar pode ser comparada com a observação das cataratas do Iguaçu. A tardinha fomos visitar o acampamento do Ingo (mais uns 100 km de estrada de chão).

Em breve fotos deste dia.

Terça-feira 25 de Janeiro

Após uma noite sem tanto vento, na qual foi possível dormir melhor, desmontamos o acampamento e seguimos rumo a El Calafate, aproveitando para conhecer o restante do parque, como a lagoa azul, por exemplo. Dentro do parque é tudo “rípio” (estradas de chão bem conservadas), seguindo assim até a fronteira com a Argentina, contabilizando em torno de 200 km de estradas sem pavimento. Nesses trechos faz a diferença estar de Amarok. Chegamos no meio da tarde a El Calafate, após um “atalho” de 70 km de “rípio” novamente. Arrumamos uma cabana, enquanto o Ingo foi a um camping no lago Roca. Aproveitamos para organizar um pouco a bagunça, abastecer e lavar a camionete (estava tapada de barro e poeira).
Ponte no parque torres del Paine

Lago Azul (com as torres del Paine ao fundo)

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Distancia da internet

Devido aos lugares onde estamos nos hospedando, esta dificil deixar o blog atualizado. Assim que possivel, postaremos mais fotos e textos.

Domingo 23 de Janeiro


Sol bonito e menos vento de manhã cedo. Saímos rumo ao mirante das torres. Uma “barbadinha”, 4 h de caminhada (de ida), subindo de 135 m até 886 m de altitude, na beira de canhadas e depois praticamente escalando nas pedras. No primeiro trecho o tempo mudou, voltou o vento infernal e começou a chover. O pessoal foi ficando pelo caminho até a primeira base de apoio, onde a Maria e a Luiza desistiram. Continuamos eu, o Bruno, o Vicente e o Ingo até a segunda base, onde começa o trecho final, a 45 graus de inclinação. Aí a chuva já tinha virado neve, que não se mantinha pois a temperatura ambiente devia estar em torno de 8°. O Ingo teve que desistir por causa do joelho dele. Nós continuamos até quase no mirante, quando a nevasca engrossou. Eu e o Vicente, com nossos “impermeáveis”, estávamos completamente encharcados, com a neve fustigando no rosto. Apesar de estarmos quase lá, resolvi voltar com o Vicente, para não dar chance ao azar. O Bruno foi até o final, ficou uma hora por lá para esperar a melhora do tempo até quando os pés começaram a congelar. Apesar do tempo não ter ajudado, foi muito legal a subida. Na descida, começaram a faltar pernas para todos, mas sobrevivemos.
Bruno nas Torres del Paine